O senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República, voltou a defender que as milícias passem a ser enquadradas como organizações terroristas no Brasil. A declaração foi feita durante o lançamento de um plano de segurança pública em São Paulo, onde o parlamentar argumentou que grupos armados que controlam territórios, impõem o medo à população e dificultam o acesso a serviços essenciais devem receber tratamento mais rigoroso por parte da legislação. Nos últimos meses, Flávio já vinha defendendo a inclusão de facções criminosas no rol do terrorismo e ampliou agora esse posicionamento para as milícias.
Atualmente, a legislação brasileira prevê o crime de constituição de milícia privada, com penas de reclusão para os envolvidos, mas não classifica essas organizações como terroristas. Ao justificar sua proposta, o senador citou práticas atribuídas a esses grupos, como domínio de comunidades, ataques a veículos, intimidação de moradores e restrição da atuação do poder público. O debate ocorre em um momento de maior discussão sobre o combate ao crime organizado, especialmente após organizações criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, passarem a ser classificadas como grupos terroristas pelos Estados Unidos.