O Carnaval 2026 na Bahia foi marcado por números históricos e também por ações firmes no enfrentamento às violações de direitos. Em entrevista ao programa Sociedade Urgente, apresentado por Adelson Carvalho nesta sexta-feira (20), a secretária da Sepromi, Ângela Guimarães, fez um balanço da festa sob o olhar da pasta. “Foi um carnaval de recordes, recorde de público, cerca de 4 milhões de turistas que chegaram ao nosso estado e 12 milhões que circularam nos circuitos, tanto em Salvador quanto nos bairros e no interior”, afirmou. Segundo ela, a taxa de ocupação hoteleira chegou a 95%, e a movimentação econômica alcançou aproximadamente R$ 8 bilhões.
Apesar dos resultados positivos, a secretária ressaltou que o evento também refletiu problemas estruturais da sociedade. “Um evento desse tamanho não tem só coisas positivas. Fenômenos como racismo e violência contra as mulheres chegam ao carnaval”, pontuou. Ângela destacou que 37 mil servidores das forças de segurança atuaram nos circuitos e que a integração entre secretarias foi fundamental para respostas rápidas. “A ação integrada com a Rede de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa resultou em três registros de racismo, com duas prisões. Tivemos um turista de Santa Catarina que segue preso e outro à disposição da Justiça”, detalhou.
A secretária também informou que casos de violência contra mulheres estão sendo investigados, com vítimas já acolhidas pela rede de proteção. “Esse tipo de situação precisa de uma ação firme para punir e coibir novas ocorrências”, afirmou. Durante a entrevista, Ângela Guimarães manifestou pesar pela morte do jovem psicólogo Manoel Neto, que, segundo ela, foi vítima de racismo em um camarote. “Nos solidarizamos com a família e amigos. É o extremo de algo que trabalhamos para que não aconteça, mas infelizmente chegou a esse desfecho”, declarou, reforçando o compromisso do Estado no combate às discriminações.
Confira a entrevista completa: