Nesta segunda-feira (19), o ministro da fazenda, Fernando Haddad, voltou a associar descontos considerados “excessivos” em pagamentos via Pix em postos de combustíveis a práticas criminosas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A declaração foi feita com base em informações reveladas pela Operação Carbono Oculto, que investiga a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.
Ao comentar o tema, Haddad alertou para a recorrência de preços muito abaixo do mercado em alguns estabelecimentos. Segundo ele, a justificativa do desconto pelo uso do Pix não se sustenta. “Quando o valor é muito inferior, não é por causa da taxa do cartão ou do meio de pagamento. Pode ser combustível adulterado, produto de origem ilegal ou até lavagem de dinheiro usando o comércio de combustíveis”, afirmou o ministro, defendendo uma fiscalização rigorosa para coibir esse tipo de prática.
A fala ocorreu em resposta a questionamentos sobre uma suposta taxação do Pix, hipótese que Haddad rechaçou. O ministro esclareceu que o monitoramento do sistema financeiro não significa criação de imposto e ressaltou que qualquer cobrança sobre transações via Pix é legalmente proibida. Segundo ele, o acompanhamento tem como objetivo combater crimes financeiros e proteger a economia formal.