O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação civil pública contra a Embasa para assegurar o fornecimento de água potável em 13 comunidades rurais de Senhor do Bonfim. Na petição, o órgão solicita que a Justiça obrigue a concessionária a apresentar, em até 60 dias, um cronograma de ampliação da rede de abastecimento, exigindo a conclusão total das obras em no máximo um ano, sob pena de indenizações por danos morais.
A iniciativa judicial ocorreu após denúncias de moradores que, mesmo residindo perto da rede de distribuição, sofrem com a falta de água encanada e dependem de carros-pipa, vizinhos ou fontes naturais para sobreviver. Entre as localidades afetadas estão Baraúna, Fazenda Patioba, Ventura, Caco de Telha, Veados, Tanquinho, Jataí, Vila Green, Cajazeiras, Cachoeirinha, Estiva, Lage e Pau d’Arco.
Em sua justificativa ao MP-BA, a Embasa alegou barreiras regulatórias e operacionais para realizar as intervenções estruturais, argumentando que os pareceres favoráveis da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB) possuem caráter meramente consultivo. O pedido de liminar aguarda a decisão do Poder Judiciário, e a empresa terá direito a apresentar sua defesa formal no processo.