A Bahia registrou o segundo maior percentual de presos que não retornaram às penitenciárias após as liberdades temporárias de Natal em 2025. Das 739 pessoas beneficiadas, 60 (8,1%) não voltaram no prazo. O estado possui 16.443 detentos.
Durante o programa Balanço Geral, na manhã desta terça-feira (13), o apresentador João Kalil criticou duramente o benefício conhecido como “saidinha temporária”. “Preso é preso. Se cometeu crime, deve cumprir a pena. Não tem negócio de saIdinha para preso”, afirmou.
Kalil destacou ainda que criminosos com histórico de homicídio, tráfico e roubo foram incluídos no benefício. “Teve um traficante do Nordeste de Amaralina que não voltou. A ficha do cara é das mais carregadas que eu já vi. E ele teve direito ao benefício. Quando você pergunta ao Tribunal de Justiça quais são os critérios técnicos, não respondem”, disse.
O apresentador também questionou a responsabilidade do sistema: “A polícia prende, o governador compra viatura, coloca mais homens nas ruas. E aí a justiça solta esses caras e eles não voltam. Quem deveria buscar? Quem botou na rua”, afirmou.
João Kalil criticou ainda o sistema de progressão de pena e benefícios: “Essa coisa de progressão da pena, saída do fechado, semiaberto… se ele vai estudar, tá estudando? Se não, preso é preso. Acabou. Direitos humanos para humanos de verdade, e não para traficante, assaltante de banco, estuprador, homicida ou feminicida”, disse.
Em termos percentuais, apenas o Rio de Janeiro apresenta índice maior, com 14% dos liberados que não retornaram. Em números absolutos, a Bahia ocupa a quarta posição: à frente estão São Paulo (1.131), Rio de Janeiro (259) e Pará (202).
O apresentador concluiu com uma crítica direta à legislação: “É preciso criar leis para acabar com isso. Se não quisesse ser preso, não teria cometido crime”, afirmou.