A possível candidatura de Michelle Bachelet ao comando da Organização das Nações Unidas deve entrar na pauta do encontro entre Lula e Donald Trump, previsto para esta semana, em Washington. A conversa é vista como um movimento estratégico dentro das articulações diplomáticas que buscam viabilizar o nome da ex-presidente chilena para a chefia da entidade internacional, em um processo que depende do aval das principais potências globais.
O diálogo com os Estados Unidos é considerado decisivo, já que o país integra o seleto grupo de membros permanentes do Conselho de Segurança ao lado de China, França, Reino Unido e Rússia com poder de veto sobre as candidaturas. A indicação de Bachelet vem sendo construída pelo Brasil em parceria com o México, dentro de uma mobilização mais ampla que defende, pela primeira vez na história da ONU, a escolha de uma mulher para liderar a organização.