Durante evento promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, o presidente Lula fez duras críticas à condução internacional do conflito em Gaza e ironizou a proposta de reconstrução apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em tom contundente, Lula questionou o custo humano da guerra e afirmou que não se pode falar em reconstrução como se o território devastado pudesse se transformar em um “resort”, ignorando as mortes de mulheres e crianças. Para ele, qualquer iniciativa que não parta do respeito à vida e à dignidade humana perde legitimidade.
No discurso, o presidente também destacou o compromisso histórico do Brasil com a não proliferação nuclear, lembrando que a Constituição brasileira veda a posse de armas atômicas. Lula defendeu que a paz deve ser o norte das nações e contestou a lógica de que preparar-se para a guerra seja o caminho para garanti-la. Segundo ele, o verdadeiro avanço da humanidade depende do diálogo, da cooperação entre os países e da substituição da corrida armamentista por políticas voltadas ao desenvolvimento e à justiça social.