O anestesiologista Gerhardt Konig começou a ser julgado nesta semana, no Havaí, acusado de tentar matar a então esposa, Arielle, durante uma trilha na região de Pali Puka, na ilha de Oahu, em março de 2025. O caso, que chocou Honolulu e ganhou ampla repercussão, é marcado por versões opostas apresentadas diante do tribunal.
De acordo com a acusação, a engenheira foi brutalmente atacada: teria sido atingida na cabeça com uma pedra e empurrada de um penhasco em um mirante. Já o médico sustenta que agiu em legítima defesa, alegando ter sido surpreendido por uma agressão da esposa durante o passeio.
Em depoimento, Konig descreveu o relacionamento como turbulento, permeado por ciúmes e desconfiança. Ele afirmou ter encontrado mensagens de suposto “flerte” da companheira com um colega de trabalho, o que teria intensificado as tensões no casamento. Questionado pelo promotor Joel Garner sobre comportamento possessivo, o médico negou ter exigido relações sexuais, embora tenha admitido discussões frequentes.
O réu também confessou ter atingido Arielle com uma pedra durante o confronto, mas insistiu que reagia para se defender. Já a vítima relatou que o marido apresentava “ciúme extremo” e acreditava em uma traição. O julgamento segue cercado de expectativa, enquanto a Justiça tenta esclarecer o que, de fato, aconteceu naquele cenário paradisíaco que se transformou em palco de violência.