O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta terça-feira (24), o aumento dos limites de renda e dos valores dos imóveis para o programa Minha Casa, Minha Vida. A medida eleva o teto da renda familiar nas quatro faixas, chegando a R$ 13 mil na faixa 4 e reajusta o valor máximo das propriedades para até R$ 600 mil.
Com aprovação unânime, a proposta do Ministério das Cidades visa beneficiar mais de 87 mil famílias e atender a uma demanda do setor imobiliário. As novas regras entram em vigor após a publicação no Diário Oficial, consolidando o uso do orçamento recorde do FGTS para impulsionar a habitação em 2026.
A iniciativa reforça a meta do governo de contratar 3 milhões de unidades, aproveitando a queda da taxa Selic e a melhora no crédito. No último ano, o programa foi responsável por metade dos lançamentos imobiliários no Brasil, atingindo o maior índice da série histórica com mais de R$ 292 bilhões em investimentos.
Aumento no teto da renda
Para as faixas de renda familiar mensal
Faixa 1 – de R$ 2.850 para R$ 3.200
Faixa 2 – de R$ 4.700 para R$ 5.000
Faixa 3 – de R$ 8.600 para R$ 9.600
Faixa 4 – de R$ 12 mil para R$ 13 mil
Como funciona o Minha Casa, Minha Vida?
O valor máximo do imóvel depende da faixa de renda e do porte da cidade:
Faixas 1 e 2
- capitais com mais de 750 mil habitantes: até R$ 260 mil
- metrópoles com mais de 750 mil habitantes: até R$ 270 mil
- metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
- capitais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: R$ 255 mil
Faixa 3
- até R$ 350 mil, mas agora passará para R$ 400 mil
Faixa 4
- até R$ 500 mil, mas agora passará para R$ 600 mil
Com informações de r7.com