O incidente envolvendo o trio elétrico da banda Pagod’art, que precisou encerrar a apresentação mais cedo no circuito Orlando Tapajós (Ondina-Barra), durante o Furdunço 2026, foi tema de destaque na entrevista do coordenador do plantão do Ministério Público da Bahia (MP-BA) no Carnaval, Artur Ferrari, ao programa Balanço Geral, com o apresentador João Kalil, nesta terça-feira (10). Parte da estrutura frontal do trio cedeu durante o percurso e imagens que circularam nas redes sociais mostraram o espaço inclinado, com mais de 15 pessoas se segurando para evitar quedas. Apesar do susto, não houve registro de vítimas.
Ao comentar o caso, Ferrari confirmou a atuação do órgão. “Sem sombra de dúvida, inclusive nesse caso específico, na segunda-feira o promotor Pablo Almeida já entrou com uma ação judicial contra todos os envolvidos, responsáveis por esse trio elétrico”, afirmou. Segundo ele, há informações de suspeita de excesso de peso na estrutura, mas a apuração técnica ainda está em andamento. O coordenador lembrou que o MP já vinha alertando sobre a necessidade de cumprimento rigoroso das normas de segurança. “A gente tem uma recomendação desde o ano passado. Em 2025 foi uma atuação mais pedagógica, mas de 2026 para frente a gente iria multar”, destacou.
O representante do MP ressaltou que a fiscalização neste Carnaval será feita de forma integrada com a Sedur e o Corpo de Bombeiros, com autuações e medidas administrativas e judiciais quando necessário. “A gente não pode permitir que uma tragédia venha a acontecer. Por sorte, nesse caso, não houve nenhuma vítima, mas foi por total sorte. A gente vai estar fiscalizando, acionando, multando e adotando todas as providências cabíveis contra esse tipo de comportamento”, reforçou. O Ministério Público também mantém plantão 24 horas nos circuitos para receber denúncias e garantir que as regras de segurança sejam cumpridas durante a festa.