A Petrobras e a Braskem fecharam um pacote robusto de contratos de fornecimento de insumos que alcança US$ 17,8 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 98,5 bilhões. Os acordos, comunicados ao mercado na noite de quinta feira (18), têm caráter estratégico e horizonte de longo prazo, com validade que pode chegar a 11 anos, renovando parcerias que estavam próximas do vencimento e com preços balizados por referências internacionais do setor.
O maior volume financeiro está concentrado na venda de nafta petroquímica, derivada do petróleo que abastecerá unidades da Braskem em São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul, em um contrato estimado em US$ 11,3 bilhões e válido a partir de 2026 por cinco anos. Também foram firmados compromissos para fornecimento de etano, propano e hidrogênio à planta do Rio de Janeiro, com produção a partir da Reduc e, futuramente, do Complexo Boaventura, prevendo aumento gradual da oferta até 2036 e um valor aproximado de US$ 5,6 bilhões. Completa o pacote a venda de propeno oriundo de refinarias no Rio, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, em contrato de cinco anos avaliado em US$ 940 milhões.
Além da relação comercial, a Petrobras segue atenta ao cenário societário da Braskem, da qual detém 47% das ações com direito a voto, enquanto o controle pertence à Novonor, em recuperação judicial. Com a tentativa da Novonor de vender sua participação para um fundo assessorado pela IG4 Capital, a estatal informou que acompanha os desdobramentos e avaliará, no momento oportuno, se exercerá direitos como preferência de compra ou tag along, ou se manterá sua posição atual, apostando no potencial de recuperação da petroquímica em um mercado global ainda desafiador.