A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Repasse em Santaluz, no nordeste baiano, para desarticular um esquema de extração ilegal de ouro. A rede criminosa é acusada de causar danos ambientais superiores a R$ 180 milhões, utilizando laboratórios industriais para refinar rejeitos de garimpos clandestinos. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, resultando no confisco de dinheiro, joias e veículos.
O grupo utilizava cianeto de sódio, uma substância altamente tóxica e controlada pelo Ministério do Exército, no processo de lixiviação para extrair o metal precioso. As investigações, que são desdobramentos de operações iniciadas em 2023, revelam que os suspeitos mantinham uma estrutura complexa de refino há anos. A atual fase busca descapitalizar a organização através da remoção de bens e identificação de novos ativos financeiros.
Os envolvidos responderão por crimes como usurpação de bens da União, lavagem de dinheiro, extração mineral ilegal e associação criminosa. Se condenados, as penas acumuladas para os investigados podem chegar a 29 anos de reclusão. O foco das autoridades agora se volta para a contenção dos riscos químicos e o detalhamento da movimentação financeira da rede no estado.