O governo de Lula deixou a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem uma definição clara sobre quais condições poderão ser exigidas pelos norte-americanos para interromper a investigação comercial aberta contra o Brasil na chamada Seção 301. Apesar disso, interlocutores que acompanharam o encontro na Casa Branca avaliam que o saldo político foi positivo e que o diálogo abriu caminho para novas negociações entre os dois países. A expectativa é de que os detalhes sobre possíveis contrapartidas sejam discutidos nas próximas semanas por um grupo de trabalho criado após a reunião.
As tratativas envolvem temas considerados estratégicos, como comércio internacional, minerais críticos e até a investigação americana relacionada ao PIX. Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro classificam o encontro como uma tentativa preventiva de evitar novas tarifas e reduzir tensões comerciais entre Brasília e Washington. A avaliação predominante entre fontes ligadas às negociações é de que a conversa entre Lula e Trump foi amplamente favorável ao Brasil, especialmente pela sinalização de abertura ao diálogo e pelo interesse demonstrado pelos Estados Unidos em aprofundar a cooperação econômica com o país.