O Santos reconheceu oficialmente uma dívida de R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa que gerencia a carreira de Neymar. O valor foi formalizado em um aditivo contratual assinado no fim de 2025, dentro de um processo de renegociação envolvendo direitos de imagem do camisa 10. O caso ganha destaque no cenário esportivo e financeiro, levantando discussões sobre gestão financeira no futebol brasileiro.
Segundo documento divulgado pelo Diário do Peixe, o montante está dividido em duas partes. A primeira, de R$ 26 milhões, refere-se a valores vencidos e será paga em cinco parcelas de R$ 5,2 milhões entre janeiro e maio deste ano, sem correção. Já os R$ 64,5 milhões restantes serão quitados em 43 parcelas de R$ 1,5 milhão a partir de junho, com reajuste baseado no IPCA/FGV, evidenciando o impacto da dívida a longo prazo nas finanças do clube.
O contrato de Neymar com o Santos é válido até o fim de 2026, e o planejamento prevê a quitação total do débito até o início de 2030. No entanto, o acordo estabelece cláusulas rigorosas: em caso de atraso em qualquer parcela, o clube poderá ser obrigado a pagar imediatamente os R$ 64,5 milhões restantes. Além disso, a NR Sports condiciona pontos estratégicos, como a reeleição de Marcelo Teixeira e discussões sobre a transformação do clube em SAF.
Como garantia do cumprimento do acordo, o Santos colocou o CT Meninos da Vila como respaldo jurídico no aditivo contratual. O documento conta com aval do Comitê de Gestão e assinaturas de representantes das duas partes. O episódio reforça o debate sobre endividamento de clubes, SAF no futebol e sustentabilidade financeira no esporte brasileiro.