O ministro Marco Buzzi foi afastado cautelarmente de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (10), após ser acusado de importunação sexual por duas mulheres. A medida foi adotada de forma preventiva, enquanto as denúncias são apuradas internamente. O magistrado nega as acusações e afirma que irá colaborar com as investigações.
A decisão determina que, durante o período de afastamento, o ministro fique impedido de acessar seu gabinete, utilizar carro oficial e exercer as prerrogativas do cargo. O afastamento tem caráter temporário e foi adotado como forma de preservar a apuração dos fatos e garantir a lisura do processo. Horas antes da medida, Buzzi apresentou atestado médico e solicitou licença de suas atividades.
O magistrado é alvo de uma sindicância interna aberta na semana passada, de forma unânime, pelos demais integrantes da Corte. O procedimento apura as denúncias apresentadas e reúne elementos para subsidiar a análise do caso. Uma nova sessão do plenário do STJ foi marcada para o dia 10 de março de 2026, quando os ministros deverão avaliar as conclusões da investigação e definir os próximos encaminhamentos.