O ministro Dias Toffoli foi definido, nesta quarta-feira (11), como o relator da ação no STF que visa obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI sobre o Banco Master. Toffoli vai relatar um mandado de segurança, movido pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), que aponta omissão do presidente da Casa, Hugo Motta, em abrir a investigação do caso.
A escolha de Toffoli ocorreu via sistema eletrônico após ele deixar a relatoria de outro inquérito que investiga as fraudes do banco. A saída do caso foi voluntária, após a Polícia Federal encontrar citações ao ministro em mensagens do dono da instituição, Daniel Vorcaro. A PF investiga o vínculo de um fundo ligado ao Master com um resort do qual Toffoli é sócio.
O pedido de CPI já conta com 201 assinaturas, superando o quórum mínimo exigido pela Constituição. Os parlamentares buscam apurar o colapso financeiro do Master, que incluía a criação de carteiras de crédito falsas e esquemas para mascarar rombos contábeis através de outras instituições financeiras.