O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou fortemente o show do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo da final do Super Bowl, evento esportivo de futebol americano. Trump, que não compareceu à final, disse que a apresentação é “uma afronta à grandeza da América”, e que o show foi “um tapa na cara” dos EUA.
Bad Bunny, que fez história ao se tornar o primeiro artista a vencer o Grammy de melhor álbum do ano, cantado totalmente em espanhol, com a obra “Debí Tirar Más Fotos”, encheu o evento de referências latinas. Trump alegou que “ninguém entendeu uma palavra” do que o artista estava cantando, classificou o evento como “absolutamente terrível”, e “um dos piores [shows do intervalo] de todos os tempos”.
Em post nas redes sociais, o republicano ainda criticou a cultura e a dança latina. “A dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos. […] Não há nada de inspirador nessa bagunça. Eles não tem a menor ideia do que está acontecendo no mundo real”, concluiu o presidente.
Bad Bunny trouxe ao evento a temática de “Juntos, somos a América”, cutucando a postura estadunidense de considerar o continente americano como um país governado por Trump. Entre as referências, há um momento em que o cantor usa a frase “God bless America”, ou, “Deus abençoe a América”, na tradução livre, muito usada por patriotas estadunidenses. Após a citação, Bunny menciona o nome de todos os países do continente, exaltando os países latinos que muitas vezes são esquecidos pela cultura norte americana.