Durante o Balanço Geral desta terça-feira (13), o apresentador João Kalil voltou a criticar duramente o benefício da saidinha temporária ao comentar o caso de um dos presos que não retornaram às penitenciárias da Bahia após a liberação de Natal.
Segundo Kalil, um dos beneficiados, conhecido pelo apelido de “Arraia”, do bairro Nordeste de Amaralina, teria feito a própria família refém no momento da prisão. Mesmo assim, recebeu autorização para a saída temporária e não retornou.
“Um sujeito que fez a própria família refém teve direito à saidinha temporária. Esse é o Brasil que vocês querem que eu leve a sério?”, questionou o apresentador.
“Quem soltou deveria ir buscar”
Kalil também criticou o sistema de Justiça e a atuação do Estado após o descumprimento da medida. Para ele, a responsabilidade pela recaptura deveria ser de quem autorizou a liberação.
“A polícia prende, investiga, corre atrás. Aí a Justiça solta. Não voltou? Quem deveria buscar é quem soltou”, afirmou.
O apresentador reforçou que, na avaliação dele, não há critérios claros para a concessão do benefício. “A gente não sabe qual é o critério. Ninguém explica. E o resultado está aí: preso solto que não volta”, disse.
Comparações com casos famosos
Durante o comentário, João Kalil citou crimes de grande repercussão nacional para exemplificar o que considera falhas do sistema penal brasileiro. Ele mencionou casos como o do casal Nardoni e do ex-goleiro Bruno, ambos condenados por homicídio.
“No Brasil, você mata, esquarteja, comete crime bárbaro e ainda tem progressão de pena, tem saidinha, tem até filme. É por isso que esse país não é levado a sério”, afirmou.
“Não tem como ter calma nesse país”
O apresentador demonstrou indignação ao afirmar que o modelo atual desestimula a confiança na Justiça e na segurança pública.
“Não tem como ter calma. Você vê a polícia trabalhando, prendendo, e depois vê tudo isso sendo desfeito. Aí o preso que fez a própria família refém sai, não volta, e ainda dá mais trabalho para a polícia”, disse.
Kalil também questionou a possibilidade de ressocialização em casos de crimes graves. “Não tem condição de uma pessoa dessas viver em sociedade. Isso não é ressocialização”, concluiu.