Alagoas passou a adotar um sistema inédito para classificar presos de acordo com o nível de atuação em facções criminosas. A medida foi implantada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) em parceria com a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e busca fortalecer o monitoramento dos detentos e o combate ao crime organizado.
O protocolo divide os presos em quatro níveis de classificação, que vão desde integrantes com menor participação até lideranças das organizações criminosas. A definição é feita com base em informações de inteligência, investigações e histórico criminal dos detentos.
Segundo o TJAL, o objetivo é aprimorar a gestão do sistema prisional, facilitar o compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança e reduzir a influência das facções dentro das unidades prisionais. A classificação tem caráter administrativo e não altera, por si só, os direitos ou o cumprimento da pena dos presos.
A iniciativa é considerada pioneira no país e faz parte das estratégias adotadas pelo estado para reforçar a segurança pública e o enfrentamento às organizações criminosas.