A defesa do deputado estadual Binho Galinha (Avante) informou que vai recorrer da sentença que condenou o parlamentar a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse irregular e à adulteração de armas de fogo. Em nota, o advogado Gamil Föppel classificou a decisão como tecnicamente equivocada e afirmou que o julgamento será contestado nas instâncias superiores.
Segundo a defesa, a juíza responsável pelo caso não teria competência para julgar a ação e ainda existe uma exceção de suspeição pendente de análise. Os advogados também sustentam que as acusações envolvem supostas irregularidades administrativas relacionadas a armas registradas em nome do deputado, que possui certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e consideram a pena aplicada desproporcional.
A nota afirma ainda que a sentença tratou como crimes distintos condutas que, na avaliação da defesa, fazem parte do mesmo contexto, o que teria contribuído para o aumento da pena. Os advogados também questionam a nova ordem de prisão expedida contra o parlamentar e destacam que, por se tratar de uma condenação em primeira instância ainda sujeita a recursos, a decisão não altera a elegibilidade de Binho Galinha nem impede o exercício do mandato.