Em entrevista ao programa Balanço Geral, o cientista político João Vilas Boas destacou o simbolismo do 2 de Julho como um termômetro político essencial em anos eleitorais. Ele explicou que, embora a Lavagem do Bonfim em janeiro seja o primeiro grande teste de popularidade, o feriado da Independência da Bahia se diferencia por seu caráter histórico e político, distanciando-se do viés essencialmente religioso do evento do início do ano. Para os candidatos, essa data representa a oportunidade definitiva de medir o apoio das ruas antes do início oficial do período de propaganda.
A relevância estratégica do evento é amplificada pela proximidade com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez que a movimentação de campanha e as propagandas começam oficialmente em 16 de agosto. Segundo Vilas Boas, tanto o governo quanto a oposição organizam caravanas para aproveitar as manifestações populares e rentabilizar a narrativa de suas campanhas. O desfile do 2 de julho torna-se, portanto, o grande palco para testar a receptividade do público e consolidar discursos políticos às vésperas das eleições.