O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (9) que trabalha com aliados internacionais para tentar restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo. A declaração foi feita durante uma visita oficial ao Chipre. Embora tenha confirmado a articulação diplomática e operacional, Macron evitou divulgar prazos ou detalhes da possível missão e ressaltou que qualquer ação terá caráter estritamente defensivo, afastando a possibilidade de uma intervenção militar direta. Atualmente, o estreito está sob forte influência do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, força ligada ao Irã, que bloqueou a passagem de petroleiros como resposta a recentes ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Mesmo sem participação direta nas ofensivas contra o Irã, países europeus já começam a sentir os impactos do aumento da tensão no Oriente Médio. O primeiro episódio ocorreu no Chipre, onde autoridades locais acusaram Teerã de atingir uma base militar do Reino Unido na ilha. Situações semelhantes foram registradas posteriormente no Azerbaijão e na Turquia, onde sistemas de defesa da OTAN foram acionados após um míssil balístico, supostamente iraniano, entrar no espaço aéreo turco. Diante do cenário de instabilidade, Reino Unido e França anunciaram o envio de porta-aviões e helicópteros ao Mar Mediterrâneo para reforçar a proteção do Chipre, enquanto Espanha, Holanda e Itália ampliaram sua presença militar na região.