O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atuou para barrar o avanço de uma proposta de emenda que previa um período de transição de dez anos para o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. A medida vinha sendo discutida entre parlamentares como alternativa para implementar gradualmente as mudanças nas regras trabalhistas, mas acabou enfrentando resistência dentro da própria articulação política da Câmara.
Após pressão de Hugo Motta e diante da repercussão do tema, considerado de forte impacto eleitoral, líderes partidários protocolaram um pedido para retirada da emenda de tramitação. O texto havia sido apresentado pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas. Na justificativa, o deputado defendia que a transição gradual permitiria adaptar empresas e setores produtivos à nova carga horária semanal sem provocar mudanças bruscas na economia e nas relações de trabalho.