Uma grande operação com navios, aeronaves e mergulhadores foi iniciada para resgatar os corpos de cinco turistas italianos que morreram em uma caverna subaquática no Atol de Vaavu. Considerada a pior tragédia de mergulho já registrada no arquipélago, a fatalidade ocorreu a cerca de 50 metros de profundidade durante uma excursão sob forte mau tempo. Até o momento, apenas uma vítima foi localizada, e o governo estuda pedir ajuda internacional devido à complexidade do caso.
As equipes locais classificam os trabalhos como de alto risco porque as vítimas estariam presas em uma fenda profunda, onde as condições impedem a entrada até de socorristas experientes. O grupo era composto por cientistas e instrutores de mergulho, cujas identidades já foram confirmadas por agências europeias. Na tarde desta sexta-feira (15), as buscas na região de Alimathaa precisaram ser temporariamente suspensas devido às péssimas condições climáticas no Oceano Índico.
A embaixada italiana e o Ministério das Relações Exteriores acompanham os trabalhos de perto e já prestam assistência consular às famílias das vítimas. Especialistas estrangeiros auxiliam a Guarda Costeira local no planejamento das próximas descidas, que dependem da melhoria do tempo. Conhecidas mundialmente pelo turismo de luxo e recifes de coral, as Maldivas agora enfrentam o desafio técnico de acessar uma área subterrânea de isolamento extremo.