O governo do presidente Donald Trump voltou a criticar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, e propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Em relatório divulgado nesta terça-feira (2), o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) acusa o Brasil de favorecer o sistema nacional em detrimento de empresas estrangeiras do setor financeiro.
Segundo o documento, o Banco Central exigiria das instituições financeiras medidas que ampliam a visibilidade, a disponibilidade e as vantagens tarifárias do Pix, o que, na avaliação norte-americana, criaria tratamento desigual para operadores internacionais de pagamentos eletrônicos. O relatório também aponta possível conflito de interesses pelo fato de o Banco Central atuar simultaneamente como regulador e operador do sistema.
As críticas integram uma investigação comercial baseada na Seção 301 da legislação dos Estados Unidos, instrumento usado para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional. Além do Pix, a análise envolve temas como comércio digital, propriedade intelectual, tarifas de importação, etanol e questões ambientais. Como resposta às conclusões preliminares, o governo norte-americano propôs a cobrança extra de 25% sobre exportações brasileiras, alegando a necessidade de corrigir supostas distorções comerciais.