Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 74,1% dos baianos com 18 anos ou mais realizaram ao menos uma consulta médica entre 2018 e 2019, índice ligeiramente abaixo da média nacional, de 76,2%. O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e revela diferenças significativas no acesso e na frequência de cuidados médicos no estado.
O recorte por gênero evidencia um contraste: enquanto 82% das mulheres buscaram atendimento médico no período, apenas 65,5% dos homens tiveram o mesmo hábito. Segundo especialistas, a diferença está relacionada principalmente a fatores culturais e comportamentais, já que muitos homens tendem a procurar assistência apenas quando apresentam sintomas, o que pode levar a diagnósticos tardios e agravamento de doenças.
A desigualdade no acesso à saúde também se intensifica no interior da Bahia, especialmente em áreas rurais, onde há demora na realização de exames e limitações de atendimento. Entre as medidas apontadas para enfrentar o problema estão a ampliação da atenção básica, flexibilização de horários, uso da telemedicina e a criação de unidades móveis de saúde, com o objetivo de ampliar o acesso e incentivar o acompanhamento contínuo da população.