O Jaques Wagner afirmou que considerou inadequada a divulgação da fotografia das cédulas em moeda estrangeira apreendidas durante a operação da Polícia Federal em um apartamento onde reside, em Brasília. Em entrevista, o parlamentar classificou a exposição da imagem como uma “patacoada” e disse ter levado a insatisfação diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Wagner, a divulgação contrariaria a determinação do ministro André Mendonça, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal, que autorizou as diligências com orientação para que fossem realizadas de forma discreta devido ao sigilo do processo.
O senador é investigado na nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de favorecimento a interesses ligados ao extinto Banco Master no Congresso Nacional. A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que o parlamentar teria atuado em propostas relacionadas ao crédito consignado e a outras matérias de interesse da instituição financeira, além de supostos benefícios patrimoniais e repasses a empresas ligadas a familiares. Wagner nega qualquer irregularidade, sustenta que os recursos têm origem lícita e afirma que ainda não responde a ação penal nem foi denunciado formalmente.
Durante a mesma entrevista, Jaques Wagner também declarou que os pagamentos feitos pelo Banco Master a uma empresa administrada por sua nora superam os valores inicialmente divulgados, mas reiterou que todas as transações são legais e devidamente justificadas. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e tramita sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, sem conclusão definitiva sobre as acusações até o momento.