A segurança pública aparece como a principal demanda da população baiana para o próximo ciclo de governo. É o que indica levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta quinta-feira (12). Segundo a pesquisa, 34% dos entrevistados apontam a área como prioridade para a gestão estadual nos próximos quatro anos.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 11 de março, com 2 mil entrevistados em todo o estado, e possui nível de confiança de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob o número BA-08855/2026.
Os dados refletem um sentimento de insegurança ainda presente no cotidiano de muitos baianos. Mesmo com avanços apontados por estatísticas oficiais, a percepção da população é influenciada pela presença cada vez mais visível de organizações criminosas em diferentes territórios, sobretudo em áreas de maior vulnerabilidade social.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, os indicadores mais recentes mostram uma tendência de queda em crimes violentos. Em 2025, o estado registrou redução de 13% nos Crimes Violentos Letais Intencionais e de 9,5% no total de mortes violentas intencionais. Já na comparação entre janeiro e fevereiro de 2026 com o mesmo período de 2025, houve queda de 13,7% nas mortes por intervenção policial, índice acima da meta semestral de redução de 10% estabelecida pelo programa estadual de segurança.
Ainda assim, a complexidade do cenário é reforçada por levantamentos nacionais. De acordo com reportagem do jornal O Globo, baseada em dados das secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e dos Ministérios Públicos estaduais, a Bahia é hoje o estado com maior concentração de facções criminosas em atuação no país. Ao todo, foram identificados pelo menos 17 grupos, sendo 15 originários do próprio estado e dois com origem no Rio de Janeiro e em São Paulo. A expansão territorial dessas organizações ajuda a explicar por que a segurança pública segue no centro das preocupações da população.