A Polícia Federal (PF) abriu investigação para apurar as circunstâncias envolvendo um grupo de haitianos que foi impedido de entrar no Brasil no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na manhã desta quinta-feira (12). Ao todo, 120 passageiros chegaram ao país em um voo fretado que partiu de Cabo Haitiano, no Haiti, e permaneceram cerca de dez horas aguardando uma definição das autoridades migratórias. Durante a análise dos documentos, os agentes constataram que 118 viajantes apresentavam vistos humanitários falsificados, o que levou ao bloqueio do desembarque e ao início de procedimentos de verificação.
Em nota oficial, a PF informou que vai investigar possíveis crimes ligados à falsificação de documentos e ao transporte irregular de migrantes, com o objetivo de identificar quem estaria por trás da organização da viagem e da emissão dos vistos fraudulentos. A empresa responsável pelo voo, Aviación Tecnológica S.A. (Aviatsa), manifestou preocupação com o episódio e criticou a situação, afirmando que os passageiros viajavam ao Brasil em busca de exercer o direito ao refúgio ou a algum tipo de proteção migratória, previsto na legislação brasileira.