Pela segunda vez, a Polícia Federal concluiu que não há evidências de interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação durante seu mandato. A nova análise reforça o entendimento de que não foram identificados elementos que comprovem a prática de crime no caso, encerrando novamente as suspeitas levantadas nos bastidores políticos.
A reabertura da investigação havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. À época, Moro afirmou ter deixado o cargo sob alegação de pressão para mudanças em postos-chave da PF, o que deu origem a uma das crises políticas mais marcantes daquele período.
Já sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a corporação revisitou o material reunido anteriormente. Após nova checagem minuciosa, a conclusão foi mantida: não há provas suficientes que sustentem qualquer responsabilização penal dentro do inquérito, reforçando o entendimento técnico já apresentado anteriormente.
Em relatório, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo destacou que as diligências realizadas à época dos fatos não produziram informações capazes de justificar acusações formais. O processo foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que agora poderá decidir entre solicitar novas investigações ou pedir o arquivamento definitivo do caso, etapa que pode colocar um ponto final na apuração.