A secretária de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), Ângela Guimarães, destacou o uso da tecnologia como aliada no combate ao racismo e à intolerância religiosa durante o Carnaval. Em entrevista ao programa Sociedade Urgente, com Adelson Carvalho, nesta quinta-feira (12), ela apresentou a “Zuri”, inteligência artificial que realiza atendimento pelo WhatsApp do Centro de Referência Nelson Mandela. A ferramenta orienta vítimas de racismo, injúria racial e intolerância religiosa, oferecendo informações sobre registro virtual de denúncias e acesso aos serviços disponibilizados pela rede de proteção.
Segundo a secretária, além da orientação digital, a Sepromi mantém postos fixos nos circuitos do Carnaval por meio do Centro de Referência na Folia, com atendimento psicossocial e jurídico. Ângela ressaltou que a pauta de violência contra a mulher é conduzida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, mas reforçou a importância da atuação integrada do governo no enfrentamento a todas as formas de violência, incluindo assédio e agressões. Ela enfatizou que o Carnaval deve ser um espaço de respeito e que qualquer violação de direitos deve ser denunciada.
A gestora também informou que as ações da Sepromi não se restringem à capital. Municípios que já realizaram festas antecipadas, como Lapão, Juazeiro, Itabuna e Ilhéus, tiveram acompanhamento da secretaria. No momento, as equipes estão mobilizadas em cidades como Itaparica, Vera Cruz, Maragojipe, Ituberá, Aratuípe, Nilo Peçanha, Santa Cruz Cabrália e Rio de Contas, ampliando a rede de orientação e acolhimento para garantir que a folia ocorra com igualdade racial e proteção aos direitos da população.