O governo federal elevou o tom após os Estados Unidos anunciarem a classificação do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e do Comando Vermelho, o CV, como organizações terroristas. Integrantes da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que o enfrentamento às facções é uma atribuição das autoridades brasileiras.
A decisão norte-americana prevê restrições financeiras e sanções contra pessoas ou empresas ligadas aos grupos criminosos. O tema ganhou dimensão política depois de manifestações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro favoráveis ao enquadramento das facções na legislação antiterrorismo dos Estados Unidos.
Em resposta, representantes do governo brasileiro destacaram que o país mantém ações permanentes contra o crime organizado, mas ressaltaram que qualquer medida envolvendo segurança pública deve respeitar a autonomia nacional. A avaliação é que a cooperação internacional pode ocorrer sem comprometer a soberania do Brasil.