A crise humanitária provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua se agravando, especialmente no estado de La Guaira, o mais afetado pelos abalos sísmicos. De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (30) pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a população enfrenta uma grave escassez de alimentos, além do colapso de serviços essenciais e da interrupção de grande parte das redes de comunicação. Segundo a porta-voz da agência da ONU, Carlotta Wolf, a falta de mantimentos já é considerada generalizada na região, dificultando ainda mais a assistência às famílias atingidas.
Levantamentos realizados pelo Acnur apontam que quase metade dos moradores ouvidos nos estados de La Guaira, Distrito Capital, Miranda, Aragua e Carabobo está abrigada temporariamente na casa de familiares ou vizinhos após perder suas residências. Até o momento, o governo venezuelano contabiliza 1.943 mortes e 10.571 pessoas feridas em decorrência dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. Paralelamente, plataformas criadas por organizações da sociedade civil para auxiliar na localização de desaparecidos indicam que mais de 42 mil pessoas seguem sem contato, número significativamente superior ao divulgado pelas autoridades do país.