Mesmo preso desde outubro de 2025, o deputado estadual Binho Galinha voltou ao centro do debate político na Bahia. Apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana, o parlamentar se filiou ao partido Avante com o objetivo de disputar as eleições de outubro deste ano. A movimentação reforça a tensão no cenário político e levanta questionamentos sobre a participação de investigados no processo eleitoral.
Antes da nova filiação, Binho Galinha integrava o PRD, legenda da qual foi suspenso após a decretação de sua prisão. A mudança partidária ocorre em meio a um contexto delicado, ampliando a repercussão do caso e colocando em evidência temas como eleições 2026 na Bahia, ficha criminal de candidatos e os limites legais para candidaturas.
O deputado, cujo nome é Kleber Cristian Escolado de Almeida, se entregou às autoridades dois dias após a deflagração da Operação Estado Anômico. A ação investiga a atuação de grupos criminosos na região de Feira de Santana e ganhou grande destaque no noticiário policial e político do estado.
A defesa do parlamentar nega todas as acusações e sustenta a inocência do político. Ainda assim, o caso segue sendo acompanhado de perto pela Justiça e pela opinião pública, especialmente diante da possível candidatura. O episódio intensifica o debate sobre justiça, política e combate ao crime organizado na Bahia, temas que devem marcar o cenário eleitoral nos próximos meses.